quinta-feira, 10 de abril de 2014

Desafio a mim própria

Este foi um trabalho mesmo como os que gosto de fazer: foi um desafio a mim própria, não sabia como ia ser o resultado final, foi trabalhar para ver crescer e apreciar o resultado.
 
Primeiro: de entre os papeis da minha Avó, trouxe vários recortes de revistas antigas. Um deles era as explicações da revista "Femmes d'aujourd'hui", de 1952, que tinha as explicações para um Napperon rond au tricot d'art. Resolvi experimentar.
Tinha comprado no supermercado um fio que teve como vantagem o preço acessível.
 
Depois: por as mãos à obra
 
 
As explicações em francês foram fáceis de seguir.

 
O resultado foi bonito, embora resulte melhor quando está esticado. Quando lhe tirei os alfinetes não manteve a forma. Com uma lã melhor, quer dizer, com lã, é capaz de manter a forma.
 


 
Encontrei-lhe duas utilizações: para pôr em cima da cama, como colcha, ou para xaile. Embora seja um tamanho pequeno para qualquer um dos fins.
 
 
Ideias: Gostaria de experimentar adaptar o modelo a um xaile semi-circular (mais fácil de utilizar), com lã de ovelha fiada à mão e agulhas ligeiramente mais grossas.
Obstáculo: o tempo que demoro a fiar a lã, com uma consistência regular.
Vamos ver o que consigo...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Neve?

A natureza é magnifica
 
 
 
Até parece que nevou...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Regresso?

No início de cada ano não tenho o hábito de eleger resoluções para pôr em pratica no ano que começa, mas este meu ciclo de vida tem sido um bocadinho "chocho", sem grandes problemas (graças a Deus), mas também sem novos desafios que fazem falta para nos fazer avançar.
Assim, a cada mês vou tentar modificar esta situação. Em Janeiro as resoluções que tomei foram tentar fazer tudo com a maior perfeição e terminar tudo o que tenho começado.
Devo dizer que, apesar do mês ainda não ter chegado ao fim, não estou satisfeita com os resultados alcançados. Assim para o mês de Fevereiro vou acrescentar à lista vencer a inércia.
Vamos ver se resulta...
 
 
 
 
 
Cá em casa é dificil fazer andar a criançada calçada. A alergia aos sapatos é grande.
Depois de ver tantos sapatinhos bonitos na net, procurei e deitei a agulha ao trabalho. O modelo não é dificil de realizar e permite adaptações para todos os gostos.
Segui estas direcções. São idênticas a muitas outras.
Alterações: antes de chegar ao calcanhar fiz dois aumentos de cada lado para o sapatinho ficar mais alto no calcanhar e não cair do pé com tanta facilidade.
 
Fevereiro, cá vamos nós...
 
 


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O que se faz por aqui?

Por aqui faz-se o que este calor deixa... quer dizer, faz-se pouco. E principalmente trabalhos morosos.
O tempo livre tem sido dedicado ao trabalho da lã: lavar, abrir, cardar e fiar. Estas voltas levam muito tempo... tempo necessário para se conseguir um bom trabalho.
Há muito, muito tempo vi numa feira de velharias uma máquina para trabalhar a lã a que chamaram cardadeira. Nunca tinha visto ou ouvido falar (nos meus escassos conhecimentos) da aplicação deste aparelho no tratamento da lã em Portugal. Pesquisei e a Mana descobriu que se chama picker na América. Pesquisamos bastante e a mana ainda fez algumas tentativas para o construir. Conseguiu encontrar um livro em que aparece o esquema da autoria da Paula Simmons. Mandei construir a cardadeira a um marceneiro e cá está o resultado.
Agora vou aprender a tirar o melhor partido da cardadeira.
Para completar o tema, uma vez numa reportagem da RTP no Museu de Lanifícios da Covilhã vi um aparelho que me pareceu semelhante. Está planeado um passeio à Covilhã para tirar as teimas.



Cá está uma meadita a esticar no sarilho. Faltam-me fazer mais algumas que o próximo projecto vai ser grande...
 
No resultado da actividade dos últimos tempos temos também uma mala que segue um modelo de construção engraçado. Como quem conta um conto acrescenta um ponto aqui também temos algumas alterações ao modelo original. Ficou engraçada.
 
Temos também um Sagrado Coração de Jesus que cresceu durante o mês de Junho e está a aguardar para ser emoldurado. Estava a pensar usar um bastidor para o esticar, vou ver se encontro um suficientemente grande.
 
E mais? doce de figo para aproveitar os primeiros morangos da época que ainda não são muito bons.
Já agora, encontrei uma receita de doce de framboesa e chocolate que é muito parecida com a que utilizei para os morangos. Ainda a vou experimentar.


Agora vou fazer planos para as férias. Agora ou mais tarde esta exposição tem que ser incluída. Queres vir Mana?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Morangos

Este ano a nossa horta tem produzido morangos em quantidade e qualidade muito aceitável.
Já estamos a comer morangos quase há dois meses, por isso tenho procurado algumas formas de os conservar e adiar um pouco o seu consumo.
Com este sol abrasador a primeira ideia foi secá-los. Ficam bem durinhos e saborosos. Vamos ver quanto tempo se aguentam.
 
 
 
 
Outra ideia foi fazer compota de morango. Nas voltas que dei às milhentas receitas que vou guardando ao longo dos anos encontrei uma de frutos vermelhos com chocolate. Experimentei com morangos e fiquei conquistada. É uma delícia. Estou a pensar fazer mais alguns frasquinhos para oferecer pelo natal (se conseguir guardá-los até lá).
 
O xaile que está na foto enquadra-se bem no tema morangos. Seguindo sugestão da La Maison Bisoux, estou a começar o CAL La Maison Bisoux – Verano 2013 com o Eva’s shawl. Prefiro o tricot ao crochet mas estou a gostar muito deste modelo.
Acabei de reparar que me enganei ao seguir o esquema... fico com o engano ou altero? devo ficar com o engano... :).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Capela de S. João

Aqui neste meu alentejo era costume fazer as Capelas de S. João.
Como não sou natural de cá as informações que recolhi foram juntas ao longo do tempo e do que me recoro de ter ouvido contar. Pode haver alguém que diga que não era assim... é provavel.
 
As capelas de S. João eram feitas na tarde do dia de S. João. São coroas de flores. Usava-se a erva cidreira para fazer o arco que depois era alegrado com cravos, alfazema e umas florinhas brancas muito pequeninas de que não me lembra o nome.
 
Nunca vi fazer nenhuma, mas há muitos anos vi uma feita. Por isso improvisei com o que tinha - lucia-lima, poucos cravos e uma alfazema muito raquítica.

 
A Capela de S. João é colocada sobre a cabeça para que não se tenha dores de cabeça e depois pendurada à cabeceira da cama durante todo o ano.
 
 
Entretanto a nossa família cresceu. A mãe gata começou por vir cá jantar e como se sentia bem acabou por ficar. A barriga crescia e a princípio pensávamos que era de andar bem alimentada. Passado algum tempo começámos a desconfiar... e lá apareceram os filhotes. São 4 e ainda não saiem de perto da mãe. E que vamos nós fazer com tanto gato?

 
Já fazem parte da família.